GUAPOS DO SUL - BLOG ENTREVISTA: JÚLIO CÉZAR LEONARDI
01) QUANDO FOI QUE DESPERTOU EM TI A VONTADE DE TOCAR E TRANSMITIR TEUS SENTIMENTOS ATRAVÉS DA MÚSICA? FALE-NOS UM POUCO DE SEU INICIO DE CARREIRA.
Sempre brinco que “ouvia música antes mesmo de nascer”. Cresci ouvindo meu pai tocar acordeon, e isso ajudou a despertar o interesse pelo instrumento. Mas só peguei a gaita com vinte e poucos anos de idade, lá por meados dos anos 90. Eu queria aprender a tocar aquelas músicas que ouvia, dos Mirins, Monarcas, Teixeirinha e tantos outros. Então, passei a frequentar aulas particulares de gaita, duas a três vezes por semana, e estudava/praticava todos os dias, das 5 às 7 da manhã. Foi assim por cerca de 6, 7 anos. Tocava e cantava com familiares e amigos, apenas como diversão, nessas festinhas que acontecem aqui e ali. Em 1998, surgiu meu primeiro matiné remunerado, no interior do município onde moro, mas eu nem tinha conjunto... então, convidei meu pai, pra tocar bombo, e meu sogro, pra tocar violão. Ensaiamos muito e agradamos, e os convites pra matinés e bailinhos não paravam de chegar. Aos poucos, convidamos outros músicos pra nos acompanhar, e assim foi durante alguns anos, proporcionando uma experiência bem divertida. Eu conciliava isso com outras atividades, mas, em 2002, tive que me dedicar mais a outra atividade, e os bailinhos acabaram. No entanto, eu nunca parei de estudar e comecei a compor minhas próprias músicas.
02) DE ONDE VEM AS INSPIRAÇÕES PARA COMPOR SUAS MÚSICAS E ESCREVER SUAS LETRAS? E COMO DEFINE SEU ESTILO MUSICAL?
Escolhi o gênero regional gaúcho, no estilo tradicionalista fandangueiro, campeiro, ou seja: música alegre, popular, dançante, mas que respeita costumes e valores regionais. Acho que a inspiração, assim como os dons de tocar e cantar, são presentes de Deus a cada um de nós. Por isso, gosto de mencionar a presença divina em algumas composições. Raramente faço música “por encomenda”, não costumo escolher um tema específico pra começar a escrever. A qualquer momento, uma ideia surge a partir de um pensamento, ou de algo que a gente enxerga, e então é preciso anotar na hora, pra não esquecer. Mais tarde, com calma, desenvolvo o tema, observando as rimas e a métrica de uma música, criando simultaneamente uma melodia-guia, que depois pode ser aproveitada ou alterada.
03) ALÉM DE MÚSICO TU TAMBÉM ATUAS EM RÁDIO E TELEVISÃO COMO APRESENTADOR E PRODUTOR. CONTE-NOS SOBRE ESTAS EXPERIENCIAS? COMO CONSEGUE CONCILIAR ESTAS ATIVIDADES?
O rádio foi minha primeira profissão. Iniciei em 1985, realizando meu sonho de moço, e continuo atuando em programas diários, de segunda a sexta-feira. Na televisão, fui apresentador na área de jornalismo, até alguns anos atrás. Também tive uma longa carreira bancária, entre 1990 e 2008, no Banestado e Banco do Brasil. Tudo isso representa um grande aprendizado. Aprendi a falar com o público e entendê-lo, a administrar situações boas e ruins e ganhei uma visibilidade muito grande em meu trabalho musical. Uma vez, tive que deixar o rádio, temporariamente, para me dedicar à carreira bancária. Mais tarde, acabei optando por abandonar essa carreira e me dedicar à música. Nem sempre foi possível conciliar tudo; muitas vezes, tive que fazer opções, mas sempre fui feliz em minhas escolhas.
04) QUANDO INICIOU SUA CARREIRA MUSICAL NOS ANOS 90, TU ESPERAVAS QUE SUA MÚSICA FOSSE ATINGIR TANTA REPERCUSSÃO E GRANDE ACEITAÇÃO POR PARTE DO PÚBLICO? ISSO O MOTIVOU AINDA MAIS TRILHAR ESTE CAMINHO?
Eu não pensava nisso, nem sequer planejava uma carreira na música. Tudo começou de forma tão simples, não havia qualquer pretensão. Só queria compartilhar aquilo que eu gostava com pessoas que também gostassem. Hoje, faço minhas músicas seguindo meu coração e acabo encontrando pessoas que gostam. Sou muito pequeno no mundo da música. Porém, quando encontro pessoas que reconhecem meu trabalho, que demonstram gostar da minha música, não apenas em minha região, mas em vários estados do país, sinto que consegui alcançar muito mais do que poderia imaginar, lá no início. A maior recompensa de um músico é o carinho do público, manifestado em aplausos, sorrisos, mensagens e até no compartilhar de suas músicas.
05) DURANTE ESTA CAMINHADA COMO MÚSICO, APRESENTADOR E BANCÁRIO OCORRERAM SITUAÇÕES IMPREVISTAS NAS QUAIS FICASTE DESANIMADO? COMO SUPEROU ESTAS SITUAÇÕES?
Muitas. A vida nos surpreende diariamente com altos e baixos. Atuei em dois grandes bancos e em três emissoras de rádio. As mudanças normalmente ocorrem quando estamos insatisfeitos. O músico, como todo artista, procura transmitir alegria, otimismo, felicidade, em todas as ocasiões. Mas, o público não fica sabendo o que se passa nos “bastidores”, não imagina o preço que o artista pagou para chegar aonde chegou. Já me deparei com várias situações que causaram tristeza e desânimo, como as frequentes trocas de músicos, que ocorriam nos primeiros anos do Grupo, ocasionando diversos “recomeços”. Mas, o que faz qualquer um desanimar é a dificuldade que a música gaúcha encontra para entrar no mercado, pra tocar em rádios de forma ampla, em igualdade com os demais gêneros nacionais. Muitas vezes, pensei em “jogar a toalha”, mas o amor à música tem sido maior. Penso que, independentemente de resultados, tenho que cumprir minha missão de alegrar as pessoas com a música e deixar alguma coisa, para que lembrem de mim.
06) EM 2001 TU GRAVASTE UM CD COM SOLOS DE ACORDEON QUE NÃO FOI MUITO DIVULGADO, FICOU MAIS ENTRE OS AMIGOS. PRETENDE ALGUM DIA FAZER UMA REEDIÇÃO DESTE CD? ERAM SUAS COMPOSIÇÕES OU HOMENAGEM A OUTROS ARTISTAS?
Fiz o álbum sem intenção de disponibilizar ao mercado. Apenas queria registrar em disco um pouco do que gostava de tocar, naquela época. Nem sequer adotei um nome para o CD, ficou apenas “Júlio Cézar Leonardi – Solos de Acordeon”. Gravei músicas bem conhecidas, principalmente do Albino Manique, que sempre foi minha maior referência, e também de Renato Borghetti, Irmãos Bertussi e outros. Presenteei alguns amigos com as poucas cópias que fiz, mas nunca vendi nenhuma. Primeiro, porque foi um trabalho bem “caseiro”, com pouca qualidade de áudio; segundo, porque seria necessária a autorização dos compositores para lançar e distribuir o CD. Uma reedição completa está descartada, mas é possível que eu venha a regravar algumas daquelas músicas em um novo trabalho, até porque, hoje, muita gente me pede pra comprar aquele CD. Eu não imaginava que poderia haver essa procura, mas realmente não é possível adquiri-lo.
07) EM 2006 TU GRAVOU O ÁLBUM ¨ABRAÇADO NA GAITA¨. ESTE ÁLBUM FOI UMA IMPULSÃO PARA TODO TRABALHO NO QUAL VINHA TRABALHANDO? E O TITULO ¨ ABRAÇADO NA GAITA¨ PODE DE ALGUMA FORMA TER RETRATADO ESTA TRAJETÓRIA? DE NUNCA DESISTIR?
É, foi uma forma de dizer que vivo pendurado, abraçado, grudado na gaita. É autoral, tem apenas canções minhas. Foi uma experiência arriscada: lançar um CD de solos de gaita num mercado fechado a esse estilo. Só Albino Manique conseguia vender solos. Outros gaiteiros arriscavam, mas a vendagem era pequena. Por conta disso, gravadora nenhuma aceitou lançar meu CD, todas diziam que solo de gaita não vendia. O Luiz Lanfredi, dos Monarcas, abraçou a causa e produziu, gravamos em Erechim. O álbum ficou muito bom, com músicas simples, mas bem feitinho. “Abraçado na Gaita”, “Hospitalidade Gaúcha” e “Dançando no Paraná” se tornaram bem conhecidas. Lancei e distribuí de modo independente, sem gravadora. Foi nessa ocasião que criei meu site, já que precisaria da força da internet para divulgar o CD. Fiz campanhas de divulgação e montei postos de venda em vários municípios. O baile de lançamento foi com Os Monarcas, já que eu não tinha banda, na época... toquei minhas músicas junto com eles. E o CD vende bem até hoje.
08) COMO SURGIU A IDEIA DE MONTAR O GRUPO FANDANGUEIRO? COMO CONHECEU OS INTEGRANTES? CERTAMENTE FOI ALGO BEM MARCANTE EM SUA CARREIRA. CONTE-NOS MAIS SOBRE OS FATOS.
Foi um momento crucial, quando passei a apostar na música e a tornei minha atividade prioritária. Durante alguns anos, eu preparei o encerramento da carreira bancária. Sabia que não queria mais ser bancário, só faltava definir que atividade ocuparia seu lugar. Então resolvi montar um conjunto de bailes e tentar ganhar a vida por este caminho, trabalhar numa atividade que me trouxesse maior satisfação pessoal. Estava um pouco distante dos palcos, pois havia parado com os bailinhos havia algum tempo. Minha amizade com Os Monarcas vinha de longe. Havia viajado algumas vezes com eles, visitei muito o Gildinho e aprendi muita coisa com todos eles. Não é segredo que Os Monarcas são minha grande escola de palco, e suas influências são claramente sentidas em minhas músicas. Comecei a formar a banda, convidando músicos conhecidos dispostos a encarar o desafio. Quando tudo estava formado, passei a trabalhar na divulgação do grupo, na visita a contratantes, até que, em junho de 2008 botamos o pé no palco. Na formação atual, estão os músicos Cássio Miecoanski, Cristiano Gabriel e Julio César Ambrosini, há cinco anos comigo.
09) O LANÇAMENTO DE ¨SOU FANDANGUEIRO¨ FOI EM 2009 E NELE TU JÁ UTILIZA VOCAL COM COMPOSIÇÕES PRÓPRIAS E DE OUTROS GRANDES AUTORES DO SUL. QUAL SUA AVALIAÇÃO DESTE TRABALHO? TU SENTIU QUE A CADA MOMENTO A MUSICALIDADE ESTAVA CADA VEZ MAIS AFLORANDO E EXPANDINDO TEUS SENTIMENTOS?
Outro marco importante. Embora eu sempre cantasse ao vivo, até então eu havia gravado dois discos de solos de gaita. Mas, agora, com um grupo de baile, teria que “abrir a garganta”. Fui aprender técnica vocal, fiz aulas de vocalização, pra cantar um pouco melhor. Consegui composições de bons autores gaúchos como Dionísio Costa, Mário Nenê e Thunão Pereira, e escrevi algumas também. Montei o repertório para um novo CD e fui (novamente) em busca de uma gravadora. O Gildinho recomendou a Acit, mas entrar no cast da gravadora que lançava os maiores nomes da música gaúcha não era assim, tão fácil. Fui duas vezes com o Gildinho a Porto Alegre, conversar com o Edison Campagna, depois tivemos várias conversas por telefone, até que consegui fechar a produção do CD... o primeiro, da parceria com a Acit. Algumas músicas ainda tocamos nos eventos, como “De Bem com a Mulherada”, “Simples Cantador” e “Meu Capricho”.
10) EM 2010 SURGIU ALGO NOVO. O LANÇAMENTO DO CD ¨FANDANGUEANDO¨, COLETANEA COM MÚSICAS DE VÁRIOS ARTISTAS ATRAVÉS DA GRAVADORA ACIT, MOTIVADOS PELO PROGRAMA ¨FANDANGUEANDO¨, QUE TU APRESENTAVAS. DE QUE MANEIRA SURGIU ESTA IDEIA DA COLETANEA? COMO FOI ESSA EXPERIENCIA?
O “Fandangueando” era um programa que eu produzia e apresentava na Rádio Onda Sul e era transmitido pela rede de rádios Bom Jesus. Ficou anos no ar e, recentemente, foi descontinuado. Surgiu a ideia de lançarmos um CD que trouxesse alguns artistas que a gente tocava no programa: Os Mirins, Os Monarcas, Os Serranos, entre outros. O diretor da emissora, Adair De Toni, e a Ivete Campagna, da Acit, abraçaram a ideia, e aí escolhemos juntos o repertório e lançamos o CD, que continha também duas músicas minhas. Foi muito positivo. Para minha surpresa, em 2013, tive outra música numa coletânea, dessa vez no “Canto e Encanto Nativo”. Para um músico menos conhecido, a participação em coletâneas é excelente. Muita gente compra o CD por ter muitos nomes famosos ali e acaba conhecendo o teu trabalho também.
11) O CD ¨MINHA ALMA CANTADEIRA¨FOI LANÇADO EM 2011. TU PROCURASTE MANTER EM TERMOS MUSICAIS E SONOROS A MESMA VERTENTE DOS TRABALHOS ANTIGOS OU PROCUROU ALGO NOVO E MESMO ASSIM NÃO FUGIR DO TRADICIONALISMO PROPOSTO NOS TRABALHOS ANTERIORES?
Houve um amadurecimento, desde o trabalho anterior e, também, a época era de reestruturação do Grupo Fandangueiro. Cara nova, músicos novos (os que estão até hoje) e o cuidado para manter a identidade musical. Trouxemos novos arranjos, novos olhares sobre a música fandangueira, acho que o trabalho cresceu muito em relação a tudo que eu já tinha produzido. Mais um trabalho autoral, somente com composições próprias, e novamente a produção do Campagna, na Acit. Algumas músicas deram certo e nos trouxeram muitos novos fãs, como “Neste Inverno”, “Galo de Espora” e “É Coisa da Gringalhada”.
12) DEPOIS DESTES LANÇAMENTOS QUAIS FORAM SUAS ATIVIDADES? O QUE PODE NOS CONTAR SOBRE O LANÇAMENTO DO CD ¨PRAS BAILANTAS¨? AS MÚSICAS QUE OUVI PARA DIVULGAÇÃO SÃO MUITO BOAS. E VEJO ALGO PROMISSOR NESTE CD.
Todas as atividades seguiram seu curso normalmente, apenas alteramos o formato de apresentações, mais recentemente. Nunca deixamos de tocar, nem de compor. As composições se acumularam, e haveria repertório para gravarmos vários CDs, pois ficamos cinco anos sem gravar. Algumas músicas deste novo CD já são conhecidas do público, como “Templo Campeiro” e “Fandangueando com a Morena”, porque já vínhamos mostrando-as em eventos. É mais um trabalho 100% autoral. O CD Pras Bailantas nos surpreendeu pela qualidade. O Campagna chegou a dizer que “é um dos melhores CDs que ele produziu nos últimos tempos”. Colocamos a alma nas músicas, nos dedicamos como nunca, e o resultado é muito bom. Aumentamos os solos de guitarra e violões, diversificamos mais as vozes, buscamos deixar mais perceptíveis baixo e bateria, optamos por vocais mais leves e arranjos de gaita mais simples. Tudo para dar ao CD a nossa “cara”, aproximá-lo ao máximo de nossas apresentações ao vivo. Muitas músicas prometem decolar. “Quando Monto em Meu Cavalo” e “Pras Bailantas” já estão tocando nas rádios, e todas as faixas do CD trazem o campeirismo puro do Sul do país, marca registrada de nossa identidade.
13) DURANTE SUA CARREIRA, SUAS APRESENTAÇÕES AO VIVO, QUAIS MOMENTOS FORAM MAIS MARCANTES? EM ALGUM DELES OCORREU ALGO INUSITADO? ALGO ENGRAÇADO FORA DOS BASTIDORES?
Cada apresentação traz emoção, mas sempre há ocasiões que marcam mais, como o primeiro matiné, lá atrás, o primeiro baile com o Grupo Fandangueiro, as oportunidades que tive de estar no palco com Os Monarcas... também já tive a honra de tocar com Adelar Bertussi, por algumas vezes, e isso é uma experiência sem igual, por tudo o que ele representa na história da música gaúcha. Quanto a ocasiões engraçadas, há muitas, porque estamos numa turminha muita unida, tem boa amizade, então rola muita brincadeira. Tem uma que não dá pra esquecer... eu não achei graça, mas quem viu, achou: certa vez, no meio de um baile , levei um tombo com gaita e tudo, na beirada do palco, e fiquei pendurado entre as caixas de som que ficavam bem na frente. Mas o baile seguiu.
14) COMO ESTÁ SENDO A DIVULGAÇÃO DO NOVO CD ¨PRAS BAILANTAS ¨? COMO O PUBLICO PODE ADQUIRIR ESTE NOVO CD? CONTATOS PARA SHOWS E EVENTOS?
A venda de CDs diminuiu muito para todos, nos últimos anos. Os parâmetros para se caracterizar uma boa vendagem têm sido reduzidos gradativamente, pelas gravadoras. Contamos com a Acit para divulgar e distribuir, mas temos feito parcerias com vários pontos de venda independentes. Além disso, todos nós, do Grupo, realizamos a venda direta para quem desejar. Divulgamos, dentro do possível, em rádios, jornais, revistas e internet, usando nosso site, o canal de vídeos do You Tube e as redes sociais. Enviamos as músicas de trabalho a centenas de emissoras de rádio, e muitas estão tocando. A participação em programas de televisão também tem sido importante. O pessoal pode conversar conosco pelo fone/whats-app (46) 99915-1308, e-mail contato@juliocezarleonardi.com.br, através do site www.juliocezarleonardi.com.br, ou mesmo pelo www.facebook.com/juliocezarleonardi.
15) TU PRETENDES EXPANDIR AS APRESENTAÇÕES AO VIVO EM OUTROS LUGARES DO BRASIL? TENDO EM VISTA A EXPANSÃO E ACEITAÇÃO DE SUA MUSICALIDADE?
Estamos preparados para apresentações em quaisquer lugares, embora a aceitação seja maior aqui no Sul. Atualmente, nosso formato de apresentação é o show, com uma hora e meia de duração. Eventualmente, “dividimos” alguns bailes com outras bandas, tocando por cerca de duas horas. Já tocamos muitos fandangos, porém, neste momento, não temos aceitado convites para bailes completos, pois a equipe está “enxuta” e vai permanecer assim, por algum tempo.
16) QUAIS SÃO OS PLANOS PARA O FUTURO?
Nossa primeira preocupação é com a boa produção musical, com a qualidade na gravação de novos álbuns, dando continuidade a nosso trabalho. Temos muitas composições de amigos, famosos e anônimos, que queremos gravar nos próximos trabalhos, e também muitas composições próprias. Não gosto muito de fazer planos, mas tenho a intenção de gravar um novo CD com solos de gaita e também um álbum especial, comemorativo a vinte anos de gaitaços, desde o primeiro bailinho, e a dez anos do Grupo Fandangueiro (ambos se completam em 2018). Também surgiu a proposta da Acit para gravarmos um DVD, mas tudo isso são apenas ideias, projetos que estamos analisando.
17) EU AGRADEÇO SUA ATENÇÃO POR PARTICIPAR DESTA ENTREVISTA. HÁ ALGUMA MENSAGEM QUE QUEIRA DEIXAR AO PUBLICO QUE ACOMPANHA SUA TRAJETÓRIA?
Eu e o Grupo Fandangueiro é que agradecemos pela oportunidade. Não fazemos música para ser analisada por críticos exigentes, nem para sermos comparados com outros... fazemos aquilo que gostamos. Embora nosso público seja pequeno, é formado por pessoas que realmente gostam do trabalho simples que desenvolvemos, que torcem por nosso sucesso e se alegram com nossas conquistas. É para essas pessoas que queremos continuar trabalhando. A nossos fãs e amigos, muito obrigado pelo carinho!

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